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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

RESENHA: “Isso é tão Pearl Jam”

Pearl Jam Lightning Bolt (2013) 
 por Marcello Zalivi

“Isso é tão Pearl Jam” 

Ao ouvir a primeira faixa de “Lightning Bolt”, a sensação de “já ouvi isso antes” é tão forte que eu diria que o mais novo álbum de estúdio da banda abre precedentes para um novo dito popular. É impossível não afirmar ao fim da audição que este álbum é tão Pearl Jam quanto “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. 

Não me entendam mal, não estou levando a crítica para um lado pejorativo, até porque, o que eu disse no ótimo “13” do Black Sabbath se aplica também aos não tão mais garotos de Seattle. “Lightning Bolt” é bom, mas nada além disso. É o mesmo Pearl Jam de sempre, com mais uma peça que se encaixa perfeitamente no quebra cabeças da carreira do grupo. Todas as faixas se parecem deliciosamente com algo que já foi feito pela banda. Ativa aquela memória afetiva, aguça nosso saudosismo. Seria uma receita? Uma fórmula? Seja lá o que for, é o bom, honesto e competente rock de Vedder e sua trupe.

A trinca inicial é uma das melhores do ano com a noventista “Gateway”, passando pelo punk-rock meio Dead Kennedys de “Mind your Manners” e finalizando na ótima “My father’s Son”, que conta com a melhor performance de toda a banda, do baixo marcante ao vocal.

Após esta excelente sequência, a aposta é em uma linha mais melódica e em alguns momentos ousada e introspectiva. “Sirens”, uma das muitas contribuições do guitarrista Mike McCready (que praticamente assume o papel de compositor principal ao lado de Vedder neste projeto), é a balada ponto alto, presença garantida em qualquer apresentação acústica da banda. Em seguida, a faixa título “Lightning Bolt” joga o clima para cima com mais um vocal impecável e uma bateria vigorosa de Matt Cameron.

O Pearl Jam começa a mostrar seu lado mais experimental (e pessoal) com as ótimas “Infallible” e “Pendulum”, contribuições de Ament e Gossard, que arrastam um pouco o andamento do álbum, mas escancararam um lado mais sofisticado e sombrio do grupo, extraindo ao máximo a sua essência, para, em seguida cometer sua primeira derrapada em “Swallowed Whole”, uma canção que parece meio perdida no contexto. Não chega a ser ruim, mas é irrelevante.

Já a blueseira “Let the Records Play” é candidata a melhor faixa, o que eleva não apenas as expectativas para o desfecho, mas ratifica a boa impressão causada pelo projeto. Mas como nem tudo são flores, outra derrapada na regravação de “Sleeping By Myself”, uma das grandes faixas da fase Ukulele de Vedder, que ganha uma roupagem “moderninha” e acaba perdendo o brilho. Dispensável.

Em “Yellow Moon” eles carimbam o “isso é tão Pearl Jam” tentando recriar aquele desfecho estilo “Immortality” do Vitalogy, mas é claro que sem a mesma força da segunda, e acaba por dar aquela “brochadinha” já clássica das velhas bandas que adotaram a baladinha “apaga a luz e coloca o pijama” como é “Future Days”, no encerramento. Tudo bem que ninguém esperava um soco no estômago com o andamento da coisa toda, mas em se tratando dessa turma, a gente fica sempre na expectativa.

Como disse, Lightning Bolt é mais uma pecinha recheada de riffs e estrofes marcantes, com momentos potentes, alguns solos memoráveis e aqueles finais de canções épicos que a banda costuma jogar para a plateia.

Tudo soa muito atemporal, muito familiar, é tudo muito Pearl Jam.

Outras resenhas no TrocaFitas

Mind your manners

terça-feira, 24 de setembro de 2013

RESENHA DE VICTIM OF LOVE, SEGUNDO TRABALHO SO SOULMAN CHARLES BRADLEY


Charles Bradley
Victim of love (2013)
Por Marcello Zalivi
 
Não sou um especialista no gênero Soul Music, mas sou um grande admirador deste estilo, principalmente nos arranjos bem elaborados e regados no groove, onde o excesso nunca é demais (para mim).
 
Quando escutei pela primeira vez No Time for Dreaming, não conseguia acreditar que se tratava do álbum de estreia de Charles Bradley. Aquilo me parecia absurdamente maduro, aguçando minha curiosidade não apenas pelas músicas, mas também pela história deste soulman. Um tiozinho de 62 anos, ex-imitador de James Brow e andarilho, que já não esperava mais nada da vida como canta em “Why is it so hard”, um dos hits do seu primeiro álbum: “Por que é tão duro / Vencer na América (…) / É preciso ter amor e compreensão / Para viver e deixar viver (…) / Tive tempos difíceis”.
 
Fico realmente feliz em dizer que as expectativas sobre o segundo trabalho de Bradley foram positivamente correspondidas, o que ratifica a conquista do sonho americano deste velho, mas não cansado, soulman. Victim of Love é seguro e soa menos amargo e sombrio. Os arranjos da Menahan Street Band, banda cedida por sua gravadora a Daptone, garante a roupagem soul-retrô, especialidade do selo e de Bradley.
 
De cara, o álbum não decepciona. Com sua voz potente e marcante, Bradley pede passagem na belíssima “Strictly reserved for you”, canção que abre os trabalhos e segue com um andamento clássico bem sessentista em “You put the flame on it”. Na sequência, a linha chorosa da tradicional “Old School” faz os amantes do Soul viajarem no tempo com “Let love stand a chance” e “Victim of love”, faixas que parecem ter sido desenterradas de algum acervo perdido da Stax Records, famosa gravadora de Memphis, reduto do Rhythm and Blues (and) Soul.
 
Menahan Street Band e Bradley parecem ainda mais inspirados na sequência, seja na energia contagiante de “Love bug blues”, na viagem R&B instrumental de “Dusty blue” ou na textura psicodélica e rock´n roll de “Confusion” e “Where do we go from here”, onde os metais simplesmente derretem nos ouvidos se fundindo a voz portentosa do tio Bradley.
 
Em “Crying in the chapel”, o álbum volta a cadência tradicional e sofrida de Charles. Já em “Hurricane” os backing vocals e seu swing irresistível endossam ainda mais o pedido dramático de Bradley (“Stop killing your planet”).
 
Victim of Love não trás nada de novo, mas não é esta a proposta. Como o próprio Bradley costuma dizer, quando a música é boa e feita com emoção, ela transcende a necessidade de renovação e se torna algo maior. Deve ser por isso que com sua voz rouca e carregada de sentimentos, Bradley encerra álbum com a grata “Trough the Storm” (“I thank you, For helping me through the storm”).
 
Vida longa a Charles Bradley!
 
 
Strictly reserved for you


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pearl Jam lança em Outubro “Lightning Bolt“, 10º album de estúdio da banda.

O Pearl Jam prepara o lançamento do novo álbum “Lightning Bolt“, com data prevista para o próximo dia 14 de Outubro, o décimo registo na carreira da banda de Seattle.

“Lightning Bolt“ é o sucessor de ”Backspacer” de 2009, é tras aquilo que o Pearl Jam sabe fazer de melhor, rock honesto e de muita qualidade.

Não oferece grandes mudanças no som da banda, e pelo o que já escutei, será sem dúvida nenhuma, um dos melhores albuns de rock do ano, que já conta com (Black Sabbath, Deep Purple, Arctidc Monkeys, entre outros).

Abaixo as faixas de “Lightning Bolt“:
01. Getaway
02. Mind Your Manners
03. My Father’s Son
04. Sirens
05. Lightning Bolt
06. Infallible
07. Pendulum
08. Swallowed Whole
09. Let The Records Play
10. Sleeping By Myself
11. Yellow Moon
12. Future Days

Clipe Oficial de Mind Your Manners


Escute também: "Getaway", "Sirens", "Lightning Bolt", "Let The Records Play" - AQUI

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RESENHA DE AM NOVO ALBÚM DO ARCTIC MONKEYS

Por Marcello Zalivi 

Você provavelmente vai ler em muitas resenhas que o Arctic Monkeys é uma das bandas que mais evoluíram no cenário indie rock atual. Não deixa de ser um clichê, como não deixa de ser uma verdade. Talvez por isso soe estranho que AM, certamente o álbum mais diversificado do grupo, tenha causado tanto espanto.

O novo projeto dos garotos de Sheffield chega cercado de influências como de expectativas. Bateria eletrônica, referências de groove e R&B, backing vocals explorados ao extremo, rock 70, hip-hop e cabelinhos estilo Rockabilly muito bem ajeitados. Junte neste caldeirão a presença certa de “R U Mine?” (2), que nada mais é do que o anúncio oficial de que seu time já começa a temporada com um craque em campo, e as ótimas “Do I Wanna Know?” (1) e “Why’d You Only Call Me When You’re High?”. É impossível não esperar nada menos que um grande álbum, certo? Não tão certo assim, pelo menos é o que sugere as primeiras reações sobre este polêmico trabalho que divide opiniões.

As excelentes faixas (1) e (2) citadas acima, acompanhadas de “One For The Road” e a candidata a hit “Arabella”, para muitos já justificariam a presença de AM entre os trabalhos mais representativos da banda. Li no Popload que “Arabella” seria a “War Pigs” indie, achei interessante a citação, o riff realmente lembra o peso da canção do Sabbath e fecha a sequência inicial do álbum com chave de ouro.

Mas o problema é o que vem depois, e é nessa hora que o Arctic Monkeys sente o peso que tem (por méritos) na cena atual, abrindo os braços para o caminhão de críticas que se segue. “I Want It All” deve estar entre as piores composições do grupo, pecando demasiadamente em seus excessos, assim como “No. 1 Party Anthem” não se sustenta, é insossa e acaba por prejudicar “Mad Sounds”, canção daquelas que sempre estiveram presente nos trabalhos anteriores do grupo, naqueles momentos em que Alex Turner pega o violão e joga para a plateia. Ela até tenta, mas não consegue salvar o clima brochante causado pelas faixas anteriores.

Já em “Fireside”, a banda mostra como o excesso na embalagem pode prejudicar uma música com enorme potencial. A canção tem seus méritos e um deles é preparar o terreno para a ótima “Why’d You Only Call Me When You’re High?”, que faz brotar as expectativas para uma sequência final matadora.

“Snap Out of It” até consegue acalmar os fãs menos extremistas da banda, com seu refrão pegajoso e os backing muito bem trabalhados, mas pode acender o estopim pra o que está por vir.

“Knee Socks” não é a pior música do quarteto, mas, sem dúvida é a mais ousada e “talvez” o seu maior erro. Não fosse o vocal característico de Turner, provavelmente seria impossível definir a canção como uma música do Arctic Monkeys. Ela tem um bom arranjo e uma boa linha melódica para tocar em qualquer FM, mas é de um apelo pop excessivamente exagerado e que nada tem a ver com o que já foi feito pelo grupo. O foco na embalagem e os vocais “Destiny’s Child”, soam como uma boy band. Nem mesmo a presença de Josh Homme é capaz de salvar a faixa, o que só confirma a minha tese de que o líder do QOTSA está ficando confortável na sua posição de tiozão do rock. Logo ele, que tinha dado uma boa contribuição na carreira do grupo produzindo o experimental Humbug. 

Apesar disso, AM é tão controverso que tanto “Knee Socks” quanto “Fireside” podem funcionar surpreendentemente bem em cima do palco, por conta da força que o grupo tem em suas apresentações e a roupagem mais “crua” que essas canções devem receber ao vivo.

“I Wanna Be Yours” serve para fechar melancolicamente o álbum, jogando uma pá de cal nas expectativas de quem esperava mais um clássico até o último segundo. Não é uma faixa obrigatória em um set list. Pode até dizer muito se escutada no momento certo, mas é pouco para fechar um dos trabalhos mais esperados do ano.

É certo que AM fica melhor a cada audição, ainda mais com bons headphones, não é um disco para ser ferozmente subestimado logo de cara. Apesar das muitas derrapagens, o DNA característico do grupo continua intacto, assim como sua linha criativa e a vontade de flertar com novas texturas sonoras.

Entre as melhores definições, ouvi que o AM começa com uma candidata a hino e termina como um Justin Timberlake usando calças de couro. Acho que não é tão extremo assim. Para mim, pareceu que o Arctic Monkeys conseguiu mostrar o melhor e o pior de si mesmo. E isso não é ruim, mostra que a banda não se manteve na zona de conforto como tantas outras por aí.

Essa e outras colunas no Troca Fitas

Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?

Arctic Monkeys - Arabella

Arctic Monkeys - Why'd You Only Call Me When You're High?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SET+ GOGOL BORDELLO

GOGOL BORDELLO
Gypsy Punk

Existe a lenda de que quanto mais exótico e diversificado é o som de uma banda, mais desconhecido do grande público ela será.

É impressionante como esse "ditado" se mostra mais certeiro a cada dia que passa. Sempre me pergunto onde estava quando uma banda, muitas vezes famosa entre alguns amigos, tenham chegado tão tardiamente aos meus ouvidos.

É o caso do Gogol Bordello (Nova York-USA), não sei os motivos que me mantiveram longe do grupo, mas se existe realmente uma razão, ela deve ser menos complicada do que tentar explicar o som desta turma, uma mistura multiétnica que mescla música cigana do leste europeu, influências folclóricas eslavas, punk rock e performances teatrais envolvendo dança e arte de rua - Traduzindo Gipsy Punk.

Parece meio confuso, mas o resultado é muito interessante e coloca o Bordello no time de bandas que você precisa conhecer para saber o que a criatividade aliada a curiosidade e bom humor podem proporcionar.

START WEARING PURPLE
"All your sanity and wits, they will all vanish/ I promise, it's just a matter of time..."
Álbum:  Voi-La Intruder (1999)
O Cartão de Visita


WHEN THE THIEKTER STARTS A-POKING
"You know the older you will get/ The more perverted you will get"
Álbum: Multi Kontra Culti vs Irony (2002)
Miscelânea


NOTE A CRIME
What are you talking about?/ It's all about time 'cos today you go to nature
Álbum: Gypsy Punks: Underdog World Strike (2005)
Peso cigano


AMERICAN WEDDING
So be you Donald Trump/ Or be an anarchist
Álbum: Super Taranta! (2007)
Paulada

FORCEPS OF VICTORY
Spread good music and good poetry/ Joining forces of the victory
Álbum: Super Taranta! (2007)
Gypsy Punk


ULTIMATE
There was never any good old days/ They are today, they are tomorrow
Álbum: Super Taranta! (2007)
Supremo


IMMIGRANIADA
We coming rougher, we coming rougher
Álbum: Trans-Continental Hustle (2010)
Áspero


Ouça também: Wonderlust King - Super Taranta! (2007) - Pala Tute - Trans-Continental Hustle (2010) - Occurrence On The Border - Multi Kontra Culti vs Irony (2002) - Through The Roof  -   Multi Kontra Culti vs Irony (2002) - Punk Rock Parranda - Multi Kontra Culti vs Irony (2002) - Think Locally Fuck   -  Gypsy Punks: Underdog World Strike (2005) - 60 Revolutions - Gypsy Punks: Underdog World Strike (2005) - Uma menina - Trans-Continental Hustle (2010) - In the Meantime in Pernambuco - Trans-Continental Hustle (2010)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Morre aos 67 anos Allen Lanier, um dos fundadores do Blue Öyster Cult


Faleceu aos 67 anos o guitarrista e tecladista do Blue Öyster Cult, Allen Lanier, que fez parte da formação original de uma das bandas mais originais dos EUA a partir do início dos anos 70 até a primeira metade dos anos 80.

O músico morreu nesta quarta feira (14) vítima de complicações de uma doença pulmonar contra a qual ele lutava desde 2006.

Entre as várias composições de Lanier, estão: "Lonely Teardrops", "Tenderloin", "Searchin' for Celine", "True Confessions" e "In Thee", entre outras. ALlen gravou com o grupo os albuns- Blue Öyster Cult (1972), Tyranny and Mutation (1973), Secret Treaties (1974), On Your Feet or on Your Knees (1975), Agents of Fortune (1976), Spectres (1977), Some Enchanted Evening (1978), Mirrors (1979), Cultössaurus Erectus (1980) e Fire of Unknow Origin (1981) – Deixou banda apos lançamento de The Revoution by Night (1983), mas voltou dois anos depois, tocando com a banda até 2006, quando seus problemas de sáude intensificaram.

Allen Lanier deu uma grande contribuição ao Rock, e o mínimo que esperamos é que com a notícia de seu falecimento, o Blue Öyster Cult possa voltar a fazer parte do set list dos amantes do gênero.

Godzilla


Don't Fear the Reaper

terça-feira, 13 de agosto de 2013

RESENHA DE THE WINERY DOGS, NOVA EMPREITADA MUSICAL DE MIKE PORTNOY

Por Marcelo Zalivi
 
Sempre desconfio das tais super bandas. Geralmente são um amontoado de grandes músicos sem conseguir nada muito relevante, ou preferem simplesmente explodir nossas cabeças com petardos muito bem elaborados, mas sem continuidade. Se a proposta for caça-níquel (raramente não são), o projeto nasce com prazo de validade, se a proposta for diversão, tem uma chance de vingar, mas na maioria das vezes não passam de dois álbuns e um cheirinho de decepção no ar.
 
A primeira vez que escutei o The Winery Dogs não imaginava que se tratava de um trio tão da pesada. Após o impacto em assistir a algumas performances ao vivo do grupo é que soube se tratar de mais um projeto do baterista Mike Portnoy (Dream Theater, Adrenaline Mob, etc). Existem muitos motivos para não acreditar na continuidade do grupo, o mais forte deles é o fato de Portnoy ser um músico inquieto e experimental, mas é dificil não torcer pela longevidade de um time que conta ainda com o fodástico baixista Billy Sheehan (Mr. Big, Talas, David Lee Roth) e o guitarrista Richie Kotzen (Poison e Mr. Big).
 
A economia na formação da banda e o vocal bem Hard Rock de Kotzen levam o grupo para uma estação mais palatável, mas não menos empolgante. O caldeirão mistura de tudo: riffs poderosos, influências do classic rock, blues, funk, soul e até as baladinhas manjadas de FM com refrões bem sacados. Está tudo ali, executado de forma competente, muito técnica, mas não menos audível. Não sou um profundo conhecedor do trampo do Portnoy, mas eu me atreveria a dizer que se trata do seu melhor trabalho desde que deixou o Dream Theater. Sua batera não tem a mesma robustez e virtuose, ela é tocada na dosagem certa para a proposta do grupo. As linhas de baixo de Billy são sem dúvidas uma das melhores gravações deste ano e Kotzen exibe toda sua versatilidade empunhando sua tradicional Fender Telecaster.
 
 
Destaque pelo fato do álbum ter sido todo gravado na lata, meio que ao vivo por meio de jams e economizando nos overdubs.
 
Não vou me alongar nos quesitos técnicos de cada faixa, mas posso assegurar que é um trabalho muito homogêneo, como um quebra cabeça que você vai sendo montado a cada faixa. É sem dúvida uma das melhores sequências do ano. Cruzem os dedos para que o espírito inquieto de Portnoy encontre asilo por um bom tempo em uma das cozinhas mais bem azeitadas do Rock.
 
Essa e outras coluna no Troca Fitas
 
ELEVATE

sábado, 10 de agosto de 2013

SET+ DAVID BOWIE

DAVID BOWIE
Camaleão do Rock

Uma das decisões mais certas que fiz na minha vida, no auge da minha adolescência e curiosidade musical, foi ouvir toda a obra (até então) do camaleão do rock.

A decisão provavelmente foi tomada mais pela influencia das palavras lidas em revistas especializadas ou pela atração que aquela metamórfica (quase um Mefistófeles) figura me causava, do que propriamente por meia dúzia de músicas que conhecia da sua vasta discografia.

Não preciso dizer o quão arrebatador foi escutar o DNA de tudo que é feito no pop atual, bem no seu começo, com tamanha sofisticação e ousadia. Impacto parecido quando escutei Fox Lady e Purple Haze de Hendrix, que abriu meus horizontes e fez tudo ter sentido.

Abaixo vou listar as músicas que mais me influenciaram, não necessariamente as mais significativas da carreira do músico. Esteja a vontade para discordar ou até mesmo me defenestrar, afinal, como disse anteriormente, a falta de critérios beira o absurdo.

THE WIDTH OF A CIRCLE
"And I smashed my soul and traded my mind"
Album: The man who sold the world (1970)
A Psicodelia


STATION TO STATION
"It's not the side-effects of the cocaine/ I'm thinking that it must be love/ It's too late - to be grateful"
Album: Station to Station (1976)
Arrebatação


HEROES
"We can be Heroes, just for one day"
Album: Heroes (1977)
O Mito


UNDER PRESSURE
"Pray tomorrow takes me higher"
Album: Let´s Dance (1983)
Encontro de reis


TIME WILL CRAWL
"Time will crawl till the 21st century lose"
Album: Never let me Down (1987)
O dono do mundo


SLOW BURN
"Like a slow burn/ Leading us on and on"
Album: Heathen (2002)
Queimadura lenta


PABLO PICASSO
"Pablo Picasso never got called an asshole/ Not in new york"
Album: Reality (2003)
Nunca morre


Saiba mais sobre o camaleão aqui

segunda-feira, 29 de julho de 2013

RESENHA DE SILENCE YOURSELF, DISCO DE ESTREIA DA BANDA SAVAGES

Por Marcello Zalivi

Desconfio quando as críticas a um trabalho são muito efusivas. Não é que eu seja um expert, mas todo esse estardalhaço sempre me levou a crer em “ondas” muito bem arquitetadas para lançar a carreira de muitos grupos no cenário indie.

Não me pareceu ser o caso de Silence Yourself do Savages. O álbum das londrinas é de uma competência surpreendente para um trabalho de estreia cercado de tantas expectativas, ainda mais para uma banda formada exclusivamente por mulheres. Digo isso não pelo velho preconceito “meninas não sabem fazer rock”, no melhor estilo “homens brancos não sabem enterrar”, mas em função das sombras imensas e as comparações tortuosas pelo caminho que as garotas tendem a percorrer. Algumas se enveredam na trilha do saudoso L7, outras morrem na seara de Siouxie & The Banshees, algumas persistem ao melhor estilo The Breeders.

O Savages consegue equilibrar essa equação, bebendo em doses nem sempre moderadas de Joy Division e da obscura cena do rock Inglês do final da década de 70. O Pós-Punk moderninho é a ordem que rege o som das garotas. A cozinha rítmica de Ayse Hassan (baixo) e Fay Milton (bateria) remete demasiadamente ao som do Joy, enquanto a guitarra noise rock de Gemma Thompson soa muitas vezes como um Sonic Youth mais contido (e bem tocado). Tudo encaixa perfeitamente: vocal, postura, cabelos, letras e melodias com temas depressivos e cotidianos de Jehnny Beth, uma espécie de Ian Curtis de saia.
Mesmo que em determinado momento falte um pouco de novo em seu som, elas compensam nas boas referências evocadas em suas músicas. Então, dou boas-vindas ao Savages e sentencio o Silence Yourself como uma das mais gratas surpresas do ano. Se o próximo trabalho da trupe for capaz de fornecer ótimas canções como Shut Up, I Am Here e She Will, as garotas tendem a virar influência e crescer o suficiente ao ponto de criar uma sombra bem robusta.

Essa árvore vai crescer.

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SHUT UP


I AM HERE

quinta-feira, 11 de julho de 2013

SET+ ALICE IN CHAINS

ALICE IN CHAINS

Começo o Set+ do Rapadura com uma das bandas mais legais da minha adolescência. No auge do Grunge nos anos 90, sempre enxerguei no Alice In Chais uma banda muito alem do movimento. Arranjos bem elaborados, uma variação vocal acima da média de Staley e os riffs poderosos de Cantrell, que davam um ar de metal ao som de garagem que predominava nas FMs da época. Essa dupla foi responsáveis por compor grandes cações de rock assim como as baladas mais bacanas do grunge.

Estamos começando a seção Set+ com as minhas sete canções preferidas da banda. E como não poderia deixar de ser, sem critérios, beirando o absurdo. 

WE DIE YOUG
"And we die young/ Faster we run"
Album: Facelift (1990)
A pedrada


MAN IN THE BOX
"Jesus Christ/ Deny your maker"
Album: Facelift (1990)
O Hit


THEN BONES
"I feel so alone, gonna end up/ A big 'ole pile a them bones"
Album: Dirt (1992)
A Essência


DOWN IN A HOLE
"See my heart I decorate it like a grave"
Album: Dirt (1992)
A Balada


ROOSTER
"Here they come to snuff the rooster"
Album: Dirt (1992)
Psicodelia Grunge


WOULD?
"If i would, could you?"
Album: Dirt (1992)
Bass t of


I STAY AWAY?
"Your weakness builds me/ So someday you'll see"
Album: Jar of Flies (1994)
Sutileza

Saiba mais sobre a banda aqui

ATÉ A PRÓXIMA

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Resenha de Now What?! novo disco de inéditas do Deep Purple

Por Marcello Zalivi

Uma viagem no tempo, essa é a sensação que senti ao escutar Now What?! novo disco de inéditas do Deep Purple em 8 anos.

O álbum segue a saga da banda em mostrar que ainda é capaz de produzir um ótimo disco, mas também é marcado por fazer muitas e belas referências ao passado do grupo.

A sequência inicial A Simple Song, Weirdistan, Out of Hand são executadas com competência ímpar, com letras que falam sobre o tempo e a vida, um presságio para o que está por vir.

A partir de Hell to Pay, a banda mostra que é capaz de se divertir com um rockão estilo 70, com a guitarra alucinante de Morse e solos de teclados de Airey, em uma referência clara ao mestre Lord. O duo consegue lembrar os bons tempos em que o Purple tinha o seu melhor: os duelos alucinantes de Machine Head (1971).

Já em Bodyline, a banda mantém a temperatura do álbum no nível balançar o esqueleto. Gillan faz o vocal estilo Don Juan cafajeste e Morse parece resgatar o senso ritmo de Bolin em Come Taste the Band (1975).

Na sequência Above and Beyond, Blood from a Stone e Uncommon Man, com Morse beirando a perfeição. Além do show do trio Gillan-Paice-Glover, são identificáveis algumas referências do final dos anos 70 e uma sonoridade bem próxima de Perfect Strangers (1984). Foi quando sem querer me peguei pesquisando sobre o paradeiro de Blackmoure. Não dá para explicar a sensação, mas foi algo instintivo, era como se ele ainda estivesse soando em tudo, é difícil extirpar a influência de quem plantou a semente, mesmo que sua ausência seja de duas décadas.

Em Apres Vous a canção te convida a passear por Fireball (1971) desde o seu início, passando por All the Time in the World e Vincent Price que são a personificação da sonoridade que a banda apostou desde o irreverente Bananas (2003), embalados pela mescla de guitarras melódicas e riffs poderosos.
O clima descontraído do grupo exala na faixa bônus I Will Be Me, que encerra a versão luxuosa do álbum em alto estilo.

Fica claro que Now What?! não trás nada de novo, não tem a mesma ousadia de antes e nem candidatas a hinos. Este trabalho é nada menos que uma reflexão sobre o tempo e obra do Deep Purple, membro da santíssima trindade do heavy metal, e nada melhor que Morse nas guitarras, talvez o único guitarrista na terra capaz de traduzir tantas referências em palhetadas.

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Vicent Price


Hell to Pay


terça-feira, 25 de junho de 2013

Black Sabbath lança 13, seu 19º disco de inéditas depois de 18 anos.

Por Marcello Zalivi


Recebi essa indicação do meu amigo Thiago Borges, acompanhado de uma pergunta.

 - O que este álbum trás de novo? 

Enquanto escutava 13, 19º disco do Black Sabbath, um álbum de inéditas depois de 18 anos, era
compreensível que a obra fosse acompanhada por esse tipo de questionamento e que suas resenhas fossem pautadas com o mesmo objetivo. 

Portanto, não tenho nada a dizer sobre ele que já não tenha sido dito e destrinchado por ávidos colunistas, nem tenho a pretensão de fazê-lo. 

Escrever sobre este álbum é o mesmo que falar sobre aquele tio metaleiro doidão que se mudou para outro estado e depois de anos vem visitar a família. Ele pode ter mudado em muitos aspectos, mas continua sendo o mesmo doidão que curte metal, apenas mais barrigudo e de cabelos curtos, mas o DNA é o mesmo.

Isso fica claro já na abertura do álbum, em “End Of The Beginning” e “God Is Dead” é possível identificar os elementos que construíram o mito Sabbath. O começo arrastado, as interseções dos riffs pesados de Iommi em determinados trechos, letras macabras e a voz (menos) cavernosa de Ozzy, remetem a antigos clássicos da banda como War Pigs. A mesma formula está presente em “Loner” que soa meio N.I.B no seu riff inicial.

Passando da melódica “Zeitgeist” até a psicodélica “Age Of Reason” ao rockão “Live Forever”, é impossível não puxar na memória velhos hinos da banda. Nem mesmo a ausência de Ward nas baquetas pesa contra “13”. Brad Wilk assume bem o posto e mostra que aprendeu direitinho como temperar a cozinha rítmica da banda ao lado do baixo infalível de Buttler. Mesmo que fique aquela sensação de cachorro de três patas usando uma prótese. O disco é bom, a comparação nem tanto. 

O álbum termina com Damaged Soul e Dear Father, duas canções longas e complexas, contrariando a tendência do mercado e mostrando a preocupação genuína em alimentar os fãs com uma obra que se preocupa mais com a sua elaboração artística do que necessariamente com os dígitos das vendas. 

Thiagão, meu velho, não existe nada de novo em 13. Mas afinal, não era isso que todos esperavam desta aguardada reunião, escutar o bom e velho Black Sabbath, com uma prazerosa revitalizada e um “Q” da fase da banda nos anos 70?

Essa e outras resenhas, no TrocaFitas

Black Sabbath - 13 Full Album (Best Buy exclusive Deluxe Edition)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Trio metal de 11 anos que anda derretendo o Times Square

Banda: Unlocking The Truthe
Single: Totally Biased

Facebook da banda

Por Rapadura

Isso que é criar seus filhos corretamente. Basta dar a ele uma guitarra, baixo ou bateria, encontrar com alguns amigos afim de fazer a mesma coisa, e está feito o “estrago”.

Este é um trio metal é compostos por integrantes que possuem 11 anos de idade,  do Brooklyn, que tomaram as ruas de Times Square, para fazer tremer o chão.

 O grupo é formado pelo guitarrista Malcolm Brickhouse, o baterista Jarad Dawkins e o baixista Alec Atkins. Embora tenha outros vídeos on-line, incluindo uma performance de "The Star-Spangled Banner" no famoso Apollo Theater do Harlem, esta exposição pública deu ao grupo um vídeo viral.

Totally Biased O trio está trabalhando atualmente em seu terceiro e quarto álbuns de estúdio, que deve ser concluído no Verão de 2013. Influências do grupo incluem Imóvel em branco, Escape the Fate, Slipknot, Metallica, Disturbed e muitos outros.

Arctic Monkeys lança novo single "Do I Wanna Know?"

A nova música do Arctic Monkeys, "Do I Wanna Know?", foi divulgada na noite de terça-feira no YouTube e já está à venda no iTunes. A canção já havia sido tocada pela primeira vez no show que marcou a volta da banda aos palcos após quase 1 ano, na Califórnia, em maio. No vídeo, a canção ganhou uma animação simples que brinca com as vibrações sonoras e corpos de mulheres. "Do I Wanna Know?" mostra que a banda continua no caminho traçado em "Humbug" (2009), quando ganharam mais peso e densidade com a produção de Josh Homme, do Queens of the Stone Age. 


O Arctic Monkeys está finalizando atualmente o sucessor de "Suck and See It" (2011), que deve ser lançado ainda esse ano. "Seria estupidez não o lançar em 2013", afirmou o baterista Matt Helders à "NME". A banda também tocou uma nova música, 'Mad Sounds ", na Suécia, na última sexta-feira.

Fonte:UOL


Amok: Novo trabalho de Thom Yorke, vocalista do Radiohead

Banda: Atom For Peace
Álbum: AMOK

Por Marcello Zalivi

Passado o entusiasmo ocasionado com o sucesso midiático de The Bends e OK Computer, o Radiohead passou a ter duas opções de caminho a sua frente. Carimbava seu status de superbanda com um novo sucesso comercial, ou se enveredava pelo caminho do experimentalismo, flertando com novas texturas sonoras e ambientações. Escolheram a segunda opção, e com isso acabaram se distanciando das grandes massas do rock, porem, o caminho mais árduo gerou ganhos em competência e criatividade. E é com este espírito que a banda Atoms For Peace, projeto paralelo de Thom Yorke, aposta em AMOK, seu álbum de estreia.


Yorke sustenta o som de sua banda nos contrapontos existentes entre o seu vocal melódico e angustiante, na cozinha muito bem ritmada pelo baixo infalível de Flea (Red Hot Chilli Peppers), a bateria de Joey Waronker (Ex: R.E.M e Beck) e a percussão do brasileiro Mauro refosco (Forro in the Dark), alem dos teclados Nigel Godrich. Tudo isso muito bem atacado por arranjos eletrônicos pontuais.

Essa combinação maluca faz mais sentido quando escutada com headfones. Dessa forma você consegue identificar melhor o complexo jogo de texturas, ruídos e arranjos que moldam a proposta do álbum. Dropped e Stuck Together Pieces são exemplos que conseguem traduzir o poder de todos esses elementos muito bem combinados. O álbum se distancia da tirania das guitarras e confirma a tendência de Yorke em apostar na música eletrônica, como o som do futuro. Mas apesar dessa junção exótica e de uma proposta tão complexa, Amok é uma audição mais fácil do que Eraser ou The King of Limbs, último trabalho do solo de Yorke e do Radiohead.


Leia também a resenha de Thiago Borges no Troca Fitas

Dropped



Stuck Together Pieces

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ESPECIAL DIA DO VOCALISTA

DIA DO VOCALISTA - 13 DE JUNHO

Por Marcello Zalivi
 
Como não poderia ser diferente, estou fazendo o post do dia do vocalista (13/06) com atraso, mas todo dia é dia para comemorar o aniversário do prefeito da banda.

Para celebrar esse dia especial, vou listar os meus cinco vocalistas preferidos. Não tenho nenhum critério, não sigo nenhuma regra, a ordem aqui é dizer (na minha modesta opinião) quem usou melhor do que ninguém o famoso “gogó”. O instrumento mais difícil do mundo. 

Repetindo, antes que muita gente possa rasgar o famigerado com a unha, trata-se de um lista pessoal. 

Obs: No final deste post tem o top 5 de alguns vocalistas. Bora conferir, e não deixe de postar a sua 
lista nos comentários. Para ver o TPO 5 dos guitarristas, clique aqui. 

1º LUGAR - TOP 5 VOCALISTAS

FREDDIE MERCURY (Queen) 
Farrokh Bulsara - 05/09/1946 — 24/11/1991 
Zanzibar (Tanzânia)

Não é o meu preferido, mas sem sombra de dúvidas é o que eu mais respeito quando o assunto é o poder do gogó. Mercury explorou até o limite as técnicas vocais e criatividades que um vocalista de rock pudesse imaginar.

Desde sua aparição na década de 70 liderando um dos mais cultuados grupos de rock de todos os tempos, o Queen. Freddie foi o que podemos chamar de cometa, arrebatando a todos com seu carisma e suas performances incendiárias nos palcos. A atração envolta de sua imagem simplesmente deram a Mercury “licença para matar”, ele era capaz de tudo e nada nem ninguém podiam lhe fazer frente. Muito disso ajudou a construir seu mito e formar a sua identidade autodestrutiva.

Não bastasse a voz potente, Freddie era formado em designer gráfico e um compositor acima da média, sendo responsável pela maioria dos grandes sucessos do Queen, como "We Are the Champions", "Love of my Life", "Killer Queen", "Bohemian Rhapsody (vídeo abaixo)", "Somebody to Love", "Don't Stop Me Now" e muitos outros. Além de seu trabalho na banda, Mercury também lançou vários projetos paralelos, incluindo um álbum solo, "Mr. Bad Guy", em 1985, e um disco de ópera ao lado da soprano Montserrat Caballé, "Barcelona, em 1988.

Depois de sua morte decorrente de uma vida sem limites e extravagâncias, o bigodudo Mercury continua comprovando o poder de sua imagem e a força de suas canções, arrebatando milhares de fãs, de todas as gerações e conquistando o primeiro lugar do nosso Top 5.

   

DISCOGRAFIA

QUEEN
Queen (1973) - Queen II (1974) - Sheer Heart Attack (1974) - A Night at the Opera (1975) - A Day at the Races (1976) - News of the World (1977) - Jazz (1978) - The Game (1980) - Flash Gordon (1980) - Hot Space (1982) - The Works (1984) - A Kind of Magic (1986) - The Miracle (1989) - Innuendo (1991) - Made in Heaven (1995).

AO VIVO - QUEEN

Live Killers (1979) - Live Magic (1986) - At The Beeb (1989) - Live At Wembley '86 (1992) - Queen on Fire - Live at the Bowl (2004) - Queen Rock Montreal (2007) - Hungarian Rhapsody (2012).

SOLO
1985     Mr. Bad Guy
1988     Barcelona (com Montserrat Caballé)
1992     The Freddie Mercury Album (Versão Estadunidense).


2º LUGAR - TOP 5 VOCALISTA

David Bowie 
David Robert Jones – 08/01/1947 
Brixton/ Londres (ING)
  
Estamos falando sem dúvidas de um dos mais inovadores e influentes músicos de todos os tempos. Não é a toa que é conhecido pela alcunha de “Camaleão do Rock”, devido sua grande capacidade de renovar sua imagem e seu som.
  
Seu timbre grave e profundo e sua versatilidade artística estiveram presentes desde sua primeira aparição, ainda na década de 60, quando a canção “Space Oddity” se tornou um sucesso em todo reino Unido. Aberta as portas do show business, David tomou conta da bagaça e virou a grande referencia do meio. Do som experimental e cabeça, até o Glam rock da fase Ziggy Stardust na década de 70, Bowie ensinava ao mundo do entretenimento com sua reinvenção contínua, inovação musical e pela apresentação visual.

Em meados dos anos 70 ao início dos 80, Bowie ganha projeção mundial e novamente se reinventou na figura de Thin White Duke, para lançar a sua famosa trilogia de Berlim (Low, Heroes e Lodger) em parceria com Brian Eno. Os álbuns possuem uma linguagem mais introspectiva, logrando o topo nas paradas britânicas e ganhando a admiração duradoura crítica.

Tudo que é feito na música pop/rock ao longo das décadas leva um pouco do DNA de Bowie, que até hoje continua a ser um dos vocalistas e produtores musicais mais criativos da atualidade, experimentando novas texturas, incluindo gêneros eletrônicos, pop, Drum ´N´ bass, soul, entre outros.

A influência de David Bowie é única, musical e social. Como escreveu o biógrafo David Buckley, "ele penetrou e modificou mais vidas do que qualquer outra figura comparável." De fato, a sua influência no mundo artístico é imensa e pode ser explicada pelas palavras de Bono Vox. "O que Elvis foi para os Estados Unidos, Bowie foi para a Inglaterra e Irlanda. Uma completa mudança de consciência".
Por esse e muitos outros motivos, o nosso andrógeno camaleão alienígena é o segundo desta lista.

Escute também "Slow Burn", "New Killer Star" e "Under Pressure".


DISCOGRAFIA
David Bowie (1967)- Space Oddity (1969) - The Man Who Sold the World (1970) - Hunky Dory (1971) - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972) - Aladdin Sane (1973) - Pin Ups (1973) - Diamond Dogs (1974) - Young Americans (1975) - Station to Station (1976) - Low (1977) "Heroes" (1977) - Lodger (1979) - Scary Monsters (and Super Creeps) (1980) - Let's Dance (1983) - Tonight (1984) - Never Let Me Down (1987) - Black Tie White Noise (1993) - The Buddha of Suburbia (1993) - Outside (1995) - Earthling (1997) - 'Hours...' (1999) - Heathen (2002) - Reality (2003) - The Next Day (2013.


3º LUGAR - TOP 5 VOCALISTA

Robert Plant (Led Zeppelin)
Robert Anthony Plant – 20/08/1948
West Bromwich/Staffordshire (ING)

“Nos anos 70, nós dizíamos: Se esse cara canta tão agudo assim, então eu também posso.” 
Rob Halford – Judas Priest 

Tão alucinante quanto uma apresentação do Led Zeppelin, era ver o diabo loiro ditar aquilo que seria o “padrão” do Heavy Metal. Vestimentas espalhafatosas, vocal agudo, intenso e insinuante, um ar petulante e livre, fizeram de Robert Plant o vocalista mais influente e copiado do Rock. Axl Rose, Chris Robinson, Dave Coverdale, Kurt Cobain e Rob Halford são alguns dos nomes que integram o time que cultua Plant como um semi Deus.

Robert começou a cantar profissionalmente em pubs e clubes com apenas 16 anos de idade, participando de diversas bandas e gravando vários copactos. No final dos anos 60 entra para o Led Zeppelin e ajuda a criar um mito que dominou o cenário do rock por décadas.

Plant se tornou um dos maiores cantores de rock da história, agregando ao seu estilo “poderoso”, interpretações de blues e folk, misturados ao Rock e aos seus agudos rasgados e uma performance hipnotizante. Imortalizou clássicos como "Immigrant Song", "Babe, I'm Gonna Leave You" e "Stairway to Heaven".

Em 31 de dezembro de 2008 foi agraciado com o título honorífico de Comandante do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. Não tem como deixar o Golden God fora dessa, medalha de bronze para ele.



DISCOGRAFIA

LED ZEPPELIN 
1969  Led Zeppelin - 1969 Led Zeppelin II - 1970 Led Zeppelin III - 1971 Led Zeppelin IV - 1973 Houses of the Holy -1975 Physical Graffiti - 1976 - Presence -1976 The Song Remains the Same - 1979 In Through the Out Door - 1982 Coda.

OUTROS PROJETOS

Pictures at Eleven (1982) - The Principle of Moments (1983) - The Honeydrippers: Volume One (1984), com Jimmy Page - Shaken 'n' Stirred (1985) - Now and Zen (1988) - Manic Nirvana (1990) - Fate of Nations (1993) - Wayne's World 2 (1993), apenas uma faixa - No Quarter (1994), com Jimmy Page - Walking into Clarksdale (1998), com Jimmy Page - Dreamland (2002) - 66 to Timbuktu (2003), Antologia - Mighty Rearrenger (2005) - Raising Sand (2007) com Alison Krauss - Band of Joy (2010) - 7 / 12/12 HMV Forum, London, GB, com Sensational Space Shifters (2012).


4º LUGAR - TOP 5 VOCALISTA

Peter Gabriel (Genesis)
Peter Brian Gabriel – 13/02/1950
Chobham (ING)

Se a World Music tivesse uma flâmula, muito provavelmente ela teria o rosto de Gabriel. Apesar de ser uma estrela mundialmente conhecida no mundo do POP, Peter deve parte do seu sucesso quando esteve a frente como vocalista, flautista e líder da banda de rock progressivo Genesis, partindo posteriormente para uma bem sucedida carreira solo. Gabriel também é envolvido em diversas causas humanitárias, aumentando ainda mais o seu carisma junto ao público.

Peter Gabriel desenvolveu seu estilo influenciado pelo soul music e por nomes como David Bowie e Syd Barrett fundador do Pink Floyd, que estavam redefinindo a cena musical britânica no final dos anos 60 e início dos anos 70. Estes últimos sendo responsáveis diretos pela marcante presença de palco de Gabriel, que envolvia diversas mudanças de vestuários bizarros e contos cômicos nas introduções de cada canção. Os concertos faziam uso extenso de luz ultravioleta enquanto as luzes normais estavam baixas ou completamente apagadas.

Entre as fantasias mais famosas de Gabriel (que ele desenvolveu como forma de superação de medo de palco), incluem "The Flower" (vestida para "Supper's Ready", de Foxtrot), "Magog" (também em "Supper's Ready"), "Britannia" (para "Dancing With The Moonlit Knight," de Selling England by the Pound), "The Old Man" (para "The Musical Box", de Nursery Cryme), "Rael" (para quase todo o álbum The Lamb Lies Down on Broadway) e "The Slipperman" (para "The Colony of Slippermen," também de The Lamb Lies Down on Broadway).

Em sua carreira solo, Gabriel se tornou, devido seu grande leque de influências e seus imensos conhecimentos em produção, em uma fábrica de hits, onde se destacam "Solsbury Hill”, "Biko", "Sledgehammer", "Big Time" e "In Your Eyes". Especialemnte nestas canções é possível constatar o interesse de Gabriel pela world music (especialmente na percussão) e pela grande produção, que fez uso extenso de truques de gravação e efeitos de som.

Seu espírito inovar sempre esteve presente nas suas canções, performances de palco, produções de turnês e videoclipes, tornando Peter Gabriel em um “frontmam” completo e honrosamente dono do nosso 4º lugar. 



DISCOGRAFIA

1969 - From Genesis to Revelation reeditado em 1974 como In The Beginning reeditado em 1980 como Where The Sour Turns To Sweet.
1970 Trespass - 1971 Nursery Cryme -  1972 Foxtrot - 1973 Selling England by the Pound- 1974 The Lamb Lies Down on Broadway

PETER GABRIEL
1977 Peter Gabriel I (aliás 'Car') - 1978 Peter Gabriel II (aliás 'Scratch')  - 1980 Peter Gabriel III (aliás 'Melt') - 1982 Peter Gabriel IV - Security - 1986 So - 1992 Us - 2000 OVO - 2002 Up - 2010 Scratch My Back - 2011 New Blood.


5º LUGAR - TOP 5 VOCALISTA

Mike Patton (Faith No More)
Michael Allan Patton - 27/01/1968
Eureka (USA)
 
Muitos irão confirmar se confrontados, Mike Patton é sem dúvida o vocalista de rock mais completo da atualidade e talvez um dos maiores de todos os tempos. Talvez não seja apontado em “pesquisas” por ser um cara de pouco alcance midiático em escala global, mas se formos colocar na balança tudo o que Patton é capaz de fazer com sua voz em cima de um palco. Fica difícil não reconhecer sua relevância ao longo das últimas décadas.

Além de seu trabalho mais célebre como frontman do Faith No More, Patton comprova toda a sua versatilidade de estilos e técnicas vocais em todos os projetos que participou ou participa ao longo de sua carreira, como Mr. Bungle, Fantômas, Peeping Tom, Tomahawk, e ainda se envolveu em projetos paralelos como John Zorn, Dan the Automator, Kool Keith, The X-Ecutioners, Team Sleep, Björk, Subtle, Rahzel, Amon Tobin, Eyvind Kang, Lovage e Kaada.

Os seus espetáculos contam sempre com um carisma incrível. Mike dificilmente não conversa com a plateia no idioma local (no Brasil costuma cantar “Evidence” em português. Lançou em 2010, Mondo Cane, uma coleção de suas interpretações de vários sucessos do pop italiano), e destila durante sua performance passagens de falsetes, vozes guturais, entre outros. Devido ao seu talento vocal, Patton é referido muitas vezes como Mr. 1000 Voices (Senhor das 1000 vozes).

Michael Allan Patton é de longe um dos mais versáteis e talentosos cantores da história rock, também um dos mais valiosos, já que durante toda sua trajetória dividiu-se em três partes: o Faith no More, o Mr. Bungle e projetos de rock experimental, sendo que nos dias de hoje, ele possui pelo menos sete projetos ativos.

Patton possui um público fiel que ultrapassou gerações, e por suas ideias inovadoras e experimentais, recebe do Rapadura o 5º posto do nosso Top Five.

Escute também "Ricochet"e "We care a lot".


DISCOGRAFIA

FAITH NO MORE
1989 - The Real Thing
1992 - Angel Dust
1996- King for a day... fool for a lifetime
1997- Album of the Year

CONFIRA O RESTO DAS LOUCURAS DESSE CARA AQUI

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TOP 5 - A LISTA DOS VOCAIS 

Convidei alguns amigos vocalistas para fazer um TOP 5, confira a lista de cada um: 

Isabela Souza Meira 
Não se engane, por trás desta estudante de Design (UEMG) se esconde uma personalidade inquietante. Se nas horas vagas ela se divide entre os extremos de Yorke à Shakira, nos palcos sua chama acende e contagia com um misto de doçura e fúria, são os extremos presentes em seus headphones, espírito e performance. 

Belinha e vocalista e guitarrista base da banda de rock Skulte, músicas autorais com levada bem alternativa.

TOP 5 
Thom Yorke (Radiohead) 
Bjork 
Maichael Bublé 
Édith Piaf 
Dolores O'Riodan (The Cranberries) 


Markin Dessant  
Vocalista, baixista, compositor, guitarrista… ufa. Markin é o que se pode chamar de frontman, com interpretações sempre incendiarias e a pujança com a qual canta e toca, fazem qualquer ser humano com o mínimo de audição possível sacolejar até o último osso do esqueleto. 

Entre vários projetos, Markin se dedica atualmente ao bom e velho LPD4. 

TOP 5 
Jeff Buckley 
Eddie Vedder (Pearl Jam) 
Robert Plant (Led Zeppelin) 
Mike Patton (Faith No More) 
Dolores O'Riordan (The Cranberries) 


Felipe Viana - Pulga 
Degustador profissional do bom e velho Rockn´roll. Nosso nobre amigo sifonáptero, alem de membro honorário do conselho musical do Rapadura, possui entre suas influencias o rock transgressor do começo dos anos 70 e a inquietude criativa dos novos comandantes da guitarra dos anos 90. Essa mistura causticante esta muito bem representada na sua lista. 

Atualmente é baixista da banda Conversor. 

TOP 5
Robert Plant (Led Zeppelin) 
Brandon Boyd (Incubus) 
Eddie Vedder (Pearl Jam) 
Layne Staley (Alice n´Chains) 
Andrew Stockdale (Wolfmother)

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Pessoal, eu sei que muita gente boa ficou de fora, então vamos deixar um salve aqui para Ian Gillan, Ozzy Osbourne, Fish, Bruce Dickinson, Mick Jagger, Bonno Vox, Kurt Cobain, Jim Morrison, Jay Kay, Dave Coverdale, Janis Joplin, Alex Turner ... Pô, se eu esqueci de alguem, perdão, é muita gente.