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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MEUS 10 MELHORES JOGOS DE SUPER NINTENDO DE TODOS OS TEMPOS


Queria colocar a foto do meu, mas minha mãe "guardou".







A exatos 21 anos, ganhei um dos mais marcantes presentes da minha infância, o tão almejado Super Nintendo.

Já havia passado pelas gerações do Atari, Master System e Mega Drive, mas o Super Nintendo era tudo que um moleque de 10 anos gostaria de ter.

Os gráficos eram incríveis, os jogos muito bem elaborados e é claro, não ter que ficar (e quem disse que não fiquei) em longas filas de espera naquela febre que se alastrou, muito provavelmente pelo país. Em muitas esquinas abriram lojas e mais lojas de games com Super Nintendos enfileirados, quase todos eles com International Superstar Soccer, o mais irado jogo de futebol que já havia sido criado até então. 

É com um grande senso de nostalgia que vou listar aqui os 13 10 games que mais fizeram a minha cabeça na época do Super Nintendo:



1º- Rock Roll Racing, 1993 (Silicon & Synapse - Atual Blizzard)
Junção perfeita de adrenalina, trilhas e trapaças. Gráficos tão surreais quanto os carros e os cenários. Podem fazer o jogo mais perfeito do mundo, mas este ainda será o campeão.
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2º- International Superstar Soccer Deluxe, 1995 (Konami)
Sem dúvida esta franquia que seguiu até 2003 e foi extinta pela própria Konami para dar lugar ao Winning Eleven (Pro Evolution Soccer), foi a grande revolução nos jogos de futebol. O game foi febre pelo mundo e é um dos responsáveis pela grande evolução dos jogos deste esporte.
Passei horas jogando com os craques Allejo, Capitale, Galfano, Murillo, Costan, entre outros. Muitos gols de manha. rsrsrs.
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3º- Street Fighter II, 1993 (Capcom)
Qualquer jogo desta franquia, por pior que seja, ainda será por mim reverenciado. Qualquer video game que compro, sempre tenho o meu Street fighter garantido no estante.
Mas nenhum foi tão jogado por mim quanto este. E as trilhas??? Putzzzzzzzz, muito foda.
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4º- Super Mario Kart, 1992 (Nintendo)
Até hoje me pego jogando Mario Kart com amigos (regado a pizza, Heinekens e muitas risadas). É sem dúvida um dos jogos mais divertidos para se jogar acompanhado. Os power-ups são a grande sacada do game, pois a vitória é na maioria das vezes conseguida através de trapaças ou da sorte. Sempre uma boa pedida!
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5º- Super Mario World, 1992 (Nintendo)
O que seria do Super Nintendo sem este jogo? Ao ganhar o video game, me deparei com este jogo suas fases desafiadoras e trilhas sonoras eletrizantes que marcaram minha infância. Foi sem dúvida um dos meus jogos favoritos e talvez o mais jogado.
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6º- Battletoads in Battlemaniac, 1993 (Tradewest, Rare) - EMPATE
Sabe quando você ia para a loja de games, chegava a sua vez de assumir os controles e ai vem aquela maldita frase “Todos os Superstar Soccers estão ocupados”? No meu caso eu nem ficava chateado, recorria aos engraçados Pimple e Rash, os sapos porradeiros e um dos melhores Beat em Ups do Super Nintendo. A grande variedade de combos e os gráficos estilo cartoon eram simplesmente incríveis.
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6º - Teenage Mutant Ninja Turtles IV, 1992 (Konami) - EMPATE
O grande sucesso da TV também foi grande nos games, Tartarugas Ninjas IV também era uma das pedidas quando o Superstar Soccer não estava disponível. Sempre na companhia de algum amigo, distribuíamos pancadas para todos os lados. Os gráficos bem animados e coloridos contando com um efeito de tela bem legal quando você derrotava algum inimigo jogando-o fora do campo do jogo eram outros trunfos do game.
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7º- Top Gear, 1992 (Kemko)- EMPATE
Clássico do gênero, este game com certeza foi a Genesis para muita coisa que é feita hoje em dia. A jogabilidade simples mas empolgante, junto com uma trilha eletrizante, fez de Top Gear um campeão no Super Nintendo. Quem nunca quis ser o campeão mundial? 
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7º - Nigel Mansell's World Championship Racing - EMPATE
É considerado por muitos como o melhor jogo de F1 já feito para o super Nintendo. Era incrível a jogabilidade, como se estivesse dentro do cockpit, e desfiar as pistas que estávamos acostumados a ver todos os domingos. Totalmente pirante, apensar de ter jogado muito pouco. Já baixei o simulador. rsrsrs
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8º- Mortal Kombat 3, 1995 (Midway)
Apesar da minha enorme dificuldade em decorar os fatalitys, animalitys e combos, Mortal Kombat se tornou rapidamente no meu segundo jogo de lutas preferido. Os gráficos “reais”(grande trunfo do jogo) e o clima sombrio e sangrento da franquia, fez pirar a cabeça da gurizada. Sem contar que era como ter um flipper dentro de casa.
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9º- Final Fight 3, 1996 (Capcom)
Se você é adepto dos jogos bater até morrer, este game é diversão garantida seja para 1 ou 2 jogadores. Quem nunca passou horas jogando esta bagaça? Era como um “Street” Beat Up.
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10º- Donkey Kong Country, 1994 (Rare) - EMPATE
Grande evolução gráfica, trilhas hipnotizantes e enredo empolgate, não preciso falar mais nada. Quem jogou esta série sabe que se trata de um dos jogos mais legais da história do Super Nintendo.
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10º- NBA Jam – 1994 (Acclaim)- EMPATE
Se existe um jogo de Super Nintendo Old School, este é o game. Cestas quebrando, jogadas eletrizantes, arremessos em chamas, enterradas. E a possibilidade de escolher as estrelas da fase emblemática e midiática da NBA. Todo garoto embalado pelas lembranças do Dream Team, literalmente piraram neste jogo.
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Tempo bom!!!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ricardo Boechat fala das manifestações 1 ano antes do acontecido.

Ricardo Boechat no Pato com Laranja! Sem papas na língua.

Boechat fala de imprensa, política, corrupção e solta o verbo em muitos políticos. Uma entrevista que deve ser vista e revista por todos os brasileiros. Imperdível! O que ele não sabia era que muitas das suas palavras e desejos se tornariam realidade.

Boechat. Tiramos a bunda da cadeira!


Atenção para o tempo 26'45m do vídeo.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ex-gerente da Microsoft pretende criar primeira marca de maconha dos EUA

 
 

SEATTLE, 30 Mai (Reuters) - Um ex-executivo da Microsoft pretende criar a primeira marca nacional norte-americana de maconha, com cânhamo que ele espera importar legalmente do México, e disse que estava dando início ao seu negócio adquirindo farmácias de maconha em três Estados dos Estados Unidos.

Jamen Shively, ex-gerente de estratégia corporativa da Microsoft, disse ver sua empresa com sede em Seattle como líder na venda de maconha para fins recreativos e médicos, assim como a Starbucks é o nome dominante em café.

Shively, de 45 anos, cujos seis anos na Microsoft terminaram em 2009, disse que estava atrás de 10 milhões de dólares de investidores para dar início ao negócio.

O uso, venda e posse de maconha continua ilegal nos Estados Unidos sob a lei federal. Dois Estados norte-americanos, no entanto, legalizaram o uso recreativo da maconha e estão entre os 18 Estados que permitem seu uso para fins médicos.

"É um mercado gigante em busca de uma marca", disse Shively sobre a indústria da marijuana. "Ficaríamos felizes se obtivéssemos 40 por cento do mercado mundial."

Um relatório da Organização das Nações Unidas de 2005 estimou que o negócio global da maconha em 142 bilhões de dólares.

Os Estados de Washington e Colorado tornaram-se os primeiros a legalizar a maconha para uso recreativo nos EUA quando os eleitores aprovaram a legalização em novembro.

Shively exibiu seus planos, junto com sua visão para um futuro no qual a maconha será importada do México, em uma conferência no centro de Seattle na quinta-feira.

Ao seu lado estava o ex-presidente mexicano Vicente Fox, conhecido de Shively de longa data e que vem sendo um defensor da descriminalização da maconha. Fox disse que estava ali para apoiar a empresa de Shively, mas que não tinha participação financeira na mesma.

Shively disse à Reuters tem esperança que Fox possa ter papel de consultor em sua empresa, chamada Diego Pellicer em homenagem ao bisavô de Shively, produtor de cânhamo.

A venda de cânhamo ou maconha permanece ilegal em grande parte do mundo, embora países principalmente na Europa e nas Américas tenham descriminalizado a posse de pequenas quantias do produto. Um número maior de países descriminalizou ou legalizou o cânhamo para uso medicinal.


Por Jonathan Thrall

terça-feira, 28 de maio de 2013

Aniversário de 100 de Ciro Monteiro

Ciro Monteiro (Rio de Janeiro, 28 de maio de 1913 — 13 de julho de 1973)
 
Em um país sem memória, vamos lembrar que hoje é uma data que deixa saudades no coração da música popular brasileira. Há exatos 40 anos um dos maiores ícones do tradicional samba nos deixou. O “Formigão”, como era chamado pelos amigos, influencio uma grande leva de importantes músicos, como João Gilberto, Chico Buarque, Gal Costa e Zeca little pagode.
 
Nascido no subúrbio carioca do Rocha, em uma família de nove irmãos, todos com nomes começados com "C". Sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto, conhecido como o "Chopin do samba"), também tio de Cauby Peixoto, passou a infância e a juventude em Niterói (RJ), para onde se mudou com a família quando tinha apenas dois anos.
 
Ciro Monteiro costumava cantar informalmente em casa para os amigos, até que em 1933 foi convidado por Sílvio Caldas para substituir Luís Barbosa no "Programa Casé" da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde passou a cantar sempre em dupla com Luiz Barbosa e caracterizou-se por se acompanhar sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo.
 
Em 1936, fez a primeira gravação para o carnaval daquele ano, o que o projetou para o sucesso, levando-o a cantar ao lado de Carmen Miranda, Francisco Alves e Mário Reis, entre muitos outras parcerias de sucesso durante toda sua carreira. Já em 1937 gravou seu primeiro grande sucesso, “Se acaso você chegasse”, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins.
 
Teve muitos outros sucessos nos anos 40, como Falsa baiana, Escurinho (ambas de Geraldo Pereira) e Boogie-woogie na favela (Denis Brean). Nesta mesma década começa a apresentar problemas respiratórios. Compõe, em 1958, seu maior sucesso como autor, Madame Fulano de Tal, parceria com Dias da Cruz. No ano seguinte submete-se a uma cirurgia no Sanatório de Correias (RJ), por conta de seus problemas de saúde.
 
Em 1956, participou como ator da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes. Ainda nos anos 50 e 60 participou de programas de televisão como O Fino da Bossa e Bossaudade, gravou muitos discos e fez muitos espetáculos.
 
Ciro Monteiro marcou época com sua voz, seu ritmo e sua capacidade de modular e improvisar. Ficou conhecido por sua grande simpatia, bondade e capacidade de fazer amigos. Sobre ele, Vinícius de Moraes escreveria: "Uma criatura de qualidades tão raras que eu acho improvável qualquer de seus amigos não se haver dito, num dia de humildade, que gostaria de ser Ciro Monteiro. Pois Ciro, pra lá do cantor e do homem excepcional, é um grande abraço em toda a humanidade."
 


Se acaso você chegasse
No meu chateau e encontrasse
Aquela mulher que você gostou
Será que tinha coragem
De trocar nossa amizade
Por ela que já lhe abandonou?

Eu falo porque essa dona
Já mora no meu barraco
À beira de um regato
E de um bosque em flor
De dia me lava a roupa
De noite me beija a boca
E assim nós vamos vivendo de amor
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

16 anos sem Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira.

Paulo Freire, autor da pedagogia do oprimido, defendia que a escola ensinasse o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo.

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Em 13 de abril de 2012, foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.

Foi o brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford.




Algumas obras do educador Paulo Freire: 
- A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961. 
- Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários
– Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22. 
- Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. 
- Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970. 
- Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979. 
- A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982. 
- A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991. 
- Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992. 
- Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993. 
- Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974. 
- À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995. 
- Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997. 
- Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b. 
- Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000. 
- Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

Saiba mais aqui

terça-feira, 16 de abril de 2013

Resenha: "Órfãos de pais vivos" da banda CEBNA



Por Marcello Zalivi

A voz potente, as guitarras pontuais contrapondo peso e doçura, embalados por uma cozinha muito bem azeitada.  O Cebna é a prova de que a música não pode ser medida por rótulos, mas pela qualidade e força de suas canções. 

Confesso que não sabia o que me esperava quando propus o desafio de escrever uma resenha sobre o álbum “Órfãos de pais vivos” da banda Cebna. Não havia ainda me enveredado pelo cenário “cristão” do rock. Deixava por vários momentos me levar por (pré) conceitos que este estilo musical costuma pregar. Mas depois de assistir a alguns shows do Cebna, percebi que os rótulos haviam sidos derrubados a marretadas sonoras. Como muros jazidos ao chão, me permiti separar um tempo da minha vida para escutar o disco e percebi que “Órfãos de pais vivos” era na verdade um convite para o pensamento, uma mensagem poderosa e um instrumento capaz de despertar um sentimento de paz muitas vezes aprisionado.

Poucas bandas conseguem transportar para o CD a mesma energia de seus shows. Talvez por isso o álbum comece com uma letra instigante e um refrão poderoso e alto astral em Super Poderoso Deus.  Para depois cair na cadencia calculada entre peso e a mensagem papo reto de Resistência.

Em Misericórdia, somos tomados por uma inexplicável vontade de voar nos arranjos. Não preciso lembrar que a religião nunca foi o meu forte, mas é impossível não se contagiar com essa melodia. Esta canção se encaixaria em qualquer programação FM, tudo faz sentido, desde o vocal rasgado de Matheus Fraga, a cozinha extremamente alinhada e um arranjo de guitarra simples e contagiante.

Em Armandinho a mensagem é o grande poder da canção, quem nunca ouviu ou presenciou histórias de muitos Armandinhos, que tem tudo na vida, menos o que mais importa, que é o carinho e orientações dos pais. Esses são os verdadeiros órfãos de pais vivos, o ritmo propositalmente arrastado reforça ainda mais a letra.

É impossível ficar parado diante do swing de Órfãos de pais vivos, canção que da nome ao disco. O tom desta música pode parecer bem messiânico, mas as pernas não param (veja o clipe abaixo).

Depois do almoço é uma balada irresistível, uma das melodias mais doces e potentes que escutei há algum tempo no cenário independente. É sem dúvida a letra mais inspirada do álbum. Destaque para a voz de Hugo Alves, aos backing vocals e a um irresistível sentimento de nostalgia.

Em Mais que vencedores o começo da faixa foi a que menos despertou interesse. Mas apesar de não impactar, o conjunto da obra cumpriu com competência o papel de conferir unidade ao disco. O meu destaque para esta musica vai para o final, com um instrumental tão inspirador como o nome da canção. 

Pense em uma balada com arranjo poderoso. Escutei Andar na fé e fiquei pensando se as palavras Jesus e Deus fossem substituídas por um nome de mulher, seria uma canção certa em qualquer roda de violão e tema para casais apaixonados. Não é que ele não possa cumprir com este papel em sua forma original, mas é o meu lado meio pop falando.

Lembra quando eu disse que uma das canções acima possuía a letra mais inspirada do disco? E agora Zalivi? Era melhor ter escutado o álbum até o final. A faixa Os olhos do leão não é apenas legal de se escutar, ela embala qualquer festa, mostra como o Cebna é maduro. Letra e instrumental em perfeita sintonia. Aqui a banda apresenta o que há de melhor no seu universo e eleva mais uma vez o nível do álbum.

Para terminar o disco, nada melhor que a belíssima Sacrifício vivo. Esta canção prova que a voz de Hugo Alves é perfeita para baladas doces e fortes, encerrando esta viagem sonora com aquele sentimento de dever cumprido.

Não poderia deixar de dizer que derrubando as ridículas barreiras de rótulos e regras pré-estabelecidas do gênero, Órfãos de pais vivos é um álbum revigorante, cheio de energia. Impossível de se escutar e não ficar com um sorriso nos lábios e uma paz inexplicavelmente contagiante.

Escute o album aqui.

Conheça mais do Cebna aqui.

CEBNA
Bateria: Jefferson Viana
Guitarra e vocal: Hugo Alves
Biaxo: Pedro Carvalho
Vocal e guitarra: Matheus Fraga

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Paul Breitner da aula de futebol no Programa "Bola da vez' da ESPN Brasil


Paul Breitner - Seleção Alemanha
Por Marcello Zalivi
 
Ontem assisti ao segundo “Bola da vez” produzido e transmitido pelo canal ESPN Brasil. Na minha opinião, este  programa de entrevista é disparado o melhor do pais, tanto na escolha dos convidados, na qualidade dos entrevistadores e os assuntos abordados

O primeiro programa da série foi com um dos maiores jogadores de todos os tempos, Falcão, que relatou sobre suas experiências na época de jogador, sobre sua nova carreira de técnico e sobre seleção brasileira de 82 e atual.

Mas ontem, tive o prazer de assistir uma das melhoras entrevistas sobre futebol. Trata-se do embaixador do Bayer de Munique, membro do conselho técnico do time e lendário jogador da seleção alemã campeã da Copa do Mundo de 1974, Paul Breitner.

Ele não falou apenas de seu passado como jogador, mas sobre o futebol em todos os aspectos, apresentando uma visão bem moderna de gestão, pensando o futebol não apenas como um grande entretenimento, mas como negócio. Na importância de se estruturar um clube, de trabalhar a mentalidade na base, em possuir arenas modernas, a importância de se construir um campeonato nacional forte e equilibrado, para evitar que as competições sejam dominadas por apenas 2 ou 3 times.

Mostrou-se totalmente antenado com o que acontece no mundo do futebol, quando exemplificou o trabalho do Bayer de Munique em mercados emergentes como China e Índia. Criticou duramente o modelo atual da Premier League e apresentou o modelo de gestão do clube e do futebol Alemão, que caminha a passos largos para se tornar a liga mais forte do mundo, e consequentemente ter a melhor seleção nacional nos próximos anos.

Breitner mostrou total conhecimento do futebol brasileiro. Criticou não apenas os ultrapassados esquemas táticos, mas até mesmo o tipo de grama que é utilizado nos campos brasileiros. Não foi uma critica vazia, ele apresentou argumentos consistentes (ver vídeo). Sobre Neymar ele foi categórico em dizer que ele só poderá ser reconhecido como um dos melhores jogadores do mundo se for jogar na Europa contra os melhores. Em termos de Seleção, criticou o modelo brasileiro de procurar a cada momento um novo treinador e que nada irá mudar se a transformação não for feita na mentalidade, e principalmente na base. E usou o exemplo alemão para dizer que o Brasil precisa deixar o “somos os melhores” de lado, encarar a realidade e reinventar a nossa maneira de jogar. Com velocidade, com nossa extraordinária condição técnica, mas como um time, com um esquema tático atual. 

Enfim, foram muitos assuntos abordados e discutidos de forma brilhante por este grande nome do futebol mundial. Aconselho para os amantes do futebol e do esporte profissional e bem gerido, dar uma sapeada nesta entrevista.

Obs: Não se assustem se o Bayer for a potencia dos próximos anos. 

ALGUNS TRECHOS DA ENTREVISTA (VALE A PENA VER A ENTREVISTA INTEIRA):  

Paul Breitner afirma no Bola da Vez: 'Premier League está ultrapassada; a Bundesliga é a melhor'.

'Vocês precisam aceitar que estão jogando um futebol do passado', afirma Paul Breitner.

Breitner celebra ida de Guardiola para Bundesliga e projeta Bayern no mesmo patamar do Barcelona.

Para Breitner, o futebol brasileiro 'dormiu' após a Copa de 2002; veja imagens de making-of da entrevista.

Breitner pede Neymar na Europa e compara: 'Messi não se tornaria o melhor do mundo na Argentina'.

terça-feira, 9 de abril de 2013

ESPECIAL: DIA DO GUITARRISTA

 DIA DO GUITARRISTA - 10 DE MARÇO

Por Marcello Zalivi

Ta certo, eu sei que estou um mês atrasado, mas todo dia é dia para comemorar o aniversário do rei da selva musical. Não poderia ser diferente, estou falando do instrumento mais popular e influente na história da música e é claro, do rock´n ´roll. A guitarra.

Para comemorar esse dia, vou listar os meus cinco guitarristas preferidos. Não tenho nenhum critério, não sigo nenhuma regra, a ordem aqui é dizer (na minha modesta opinião) quem empunhou a guitarra com a petulância inovadora e revolucionaria que caracterizam este instrumento.

E antes que muita gente possa rasgar o famigerado com a unha, vou repetir que se trata de um lista pessoal, que o espaço de comentários está aberto para externar a sua preferencia por algum nome que ficou de fora do meu TOOOOOP FIVEEEEE.

Obs: No final deste post tem o top 5 de alguns dos guitarristas mais perigosos do velho oeste. Heheheh.


1º LUGAR- TOP 5 GUITARRISTAS.

JIMMY PAGE (Led Zeppelin)
James Patrick Page - 09/01/1944
Heston (ING)

Como eu gosto de causar a discórdia, já vou logo começando com um cara obrigatoriamente no TOP 5, mas que nem sempre ocupa a posição de honra.

Não bastasse ter passado a sua adolescência nas companhias de Eric Clapton e Jeff Beck, o jovem Page não se tornou apenas um grande guitarrista, como inconscientemente arquitetou o som que viria a revolucionar o Rock. 

Os tempos de prodígio de estúdios, quando gravou guitarra em diversas bandas da época (incluindo The Who e The Kinks), e os tempos de Yardbirds e suas primeiras turnês em solo americano, formaram a mistura perfeita para que Jimmy elaborasse o som que mudou o jeito de tocar guitarra.

Ninguém experimentou mais o instrumento (sua preferida era a tradicional Gibson Les Paul comprada de outro grande guitarrista, Joe Walsh) e seus recursos do que Page. Ele extrapolou em efeitos, programas, instrumentos e equipamentos para tornar o Led Zeppelin na banda preferida de qualquer guitarrista de rock. 

Foi Page quem descobriu e utilizou com eficiência o primeiro pedal de chão, o Fuzz Box 1964, criado por Roger Mayer e de muitas outras geringonças que serviram de base para o que é feito hoje em dia. Alem do domínio completo nas técnicas de gravações, ambientações e profundidade, características únicas que tornam o som do Led em algo original e obrigatório por gerações, como podemos conferir em clássicos como Khashmir e Whole Lotta Love



DISCOGRAFIA

LED ZEPPELIN

Led Zeppelin (1969) - Led Zeppelin II (1970) - Led Zeppelin III (1971) - Led Zeppelin IV (1973) - Houses of the Holy (1975) - Physical Graffiti (1976) - Presence (1976) - The Song Remains the Same (1976)- In Through the Out Door (1976) - Coda (1982).

OUTROS PROJETOS
Lord Sutch and Heavy Friends (1970) - Lucifer Rising (1972) - Death Wish II (1982)  - The Honeydrippers: Volume One (1984), com Robert Plant - Whatever Happened to Jugula (1985), com Roy Harper - Outrider (1988) - Coverdale Page (1993), com David Coverdale - No Quarter (1994), com Robert Plant - Walking into Clarksdale (1998), com Robert Plant - Live at the Greek (2000), com The Black Crowes.


2º LUGAR- TOP 5 GUITARRISTAS.


JIMI HENDRIX
Jhonny Allen Hendrix - 27/ 11/ 1942 – 18/ 09/ 1970
Seattle, Washington (USA)


Muitos dizem que ele foi o melhor e mais relevante guitarrista da história do rock. Quem sou eu para discordar de algo que pode parecer tão obviou tanto para um novato quanto para o mais experiente guitarman deste planeta.

Seu estilo único não se deve simplesmente ao fato de ser canhoto, mas por ter sido um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Jimi utilizou ao máximo a alavanca de trêmulo, patenteada pela Fender Stratocaster, que o habilitou a "entortar" notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. A potencia do seu som alcançou o espaço sideral quando Hendrix conheceu o inglês Jim Marshall e seus amplificadores. Eles se mostraram perfeitos na modelagem do seu estilo pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo do "feedback".

Alem disso, a inquietude de Hendrix foi o estopim para o surgimento de novos efeitos de guitarra. Popularizando o uso do pedal wah-wah, principalmente na clássica Vodoo Chile. Ele também teve uma relação bem proveitosa com os pedais "Axis Fuzz Unit", o "Octavia octavia doubler" e o "UniVibe", uma unidade de vibrato desenvolvida para simular eletronicamente os efeitos de modulação dos alto-falantes Leslie. O som de Hendrix era uma mistura única de alto volume e alta força, controle preciso do "feedback" e uma variação de efeitos de guitarra cortantes, especialmente a combinação "UniVibe"-"Octavia", que pode ser escutada na sua totalidade na versão ao vivo de 'Machine Gun' gravada pela 'Band of Gypsys'.

Se foi realmente o melhor, é difícil dizer, mas é inegável que seu legado influencia e ainda irá contagiar uma legião de guitarrista, malucos pelo som atemporal deste gênio da guitarra.



DISCOGRAFIA
The Jimi Hendrix Experience
Are You Experienced (1967) - Axis: Bold as Love (1967) - Electric Ladyland (1968)

Jimi Hendrix/Band of Gypsys Band of Gypsys (1970)

Álbuns póstumos The Cry of Love (1971) - Rainbow Bridge (1971) - War Heroes (1972) - Loose Ends (1974) - Crash Landing (1975) - First Rays Of The New Rising Sun (1997) - Valleys of Neptune (2010) - People, Hell & Angels (2013) - Jimmy's Back Pages: The Early Years (1992) - Hip Young Guitar Slinger (2000)


3º LUGAR- TOP 5 GUITARRISTAS (???).

TONY IOMMI (BLACK SABBATH)
Anthony Frank Iommi - 19/ 02/ 1948
Birmighan (ING)

Provavelmente um dos nomes mais controversos desta lista, mas vamos falar a verdade, existe algo mais legal em uma música de rock do que um riff espetacularmente simples e pesado, tocados com a fúria dos cães que guardam os portões do inferno? 

Ta certo, eu posso estar exagerando, ele não chega a ser um grande inovador, mas eu desafio qualquer um a dizer um guitarrista capaz de compor um caminhão de riffs pesados e vigoroso como Tony. Ele é com certeza o cara que influenciou 10 em cada 10 guitarrista de metal da face da terra. Sem essa esquista figura, o Death, Black, Trash e outras infinidades de vertentes do Metal teriam atrasados décadas e muitas das bandas que gostamos hoje talvez não teriam nem existido. 

Sem contar que o nosso amigo perdeu a falange distal dos dedos do meio e anelar em um acidente de trabalho, sendo obrigado a usar encaixes improvisados de plástico derretido nas pontas dos dedos para poder tocar a tradicional Gibson SG preta, e destilar riffs absurdamente simples e fantásticos como NIB e Iron Man

É por essas e outras que Mr. Iommi é o meu terceiro na lista.




DISCOGRAFIA
Black Sabbath 
1970 Black Sabbath / 1970 Paranoid/ 1971 Master Of Reality /1972 Black Sabbath Vol. 4/  1973 Sabbath Bloody Sabbath/ 1975 Sabotage (álbum)/ 1976 Technical Ecstasy/ 1978 Never Say Die! /1980  Heaven And Hell/ 1981 The Mob Rules/ 1983 Born Again/ 1986 Seventh Star/ 1987 The Eternal Idol / 1989 Headless Cross/ 1990 Tyr (álbum)/ 1992 Dehumanizer/ 1994 Cross Purposes/ 1995 Forbidden

Heaven & Hell 
2009 - The Devil You Know

WhoCares
2012 - Ian Gillan & Tony Ioi: WhoCares

Solo
2000 Iommi/ 2003 - Dep Sessions (Lançamento remasterizado e oficializado do CD pirata 'Eight Star' de 1996) / 2005 - Fused.


4º LUGAR- TOP 5 GUITARRISTAS

DAVID GILMOUR (PINK FLOYD)

David Jon Gilmour - 06/ 03/ 1946
Cambridge (ING)

Alguma vez eu li que David era o Deus do tempo e espaço da guitarra. Ninguém melhor do que ele era capaz de tocar a nota certa, no tempo certo e com a duração e beleza melódicas necessárias para congelar a espinha do mais bruto dos seres humanos.

Gilmour é com certeza um dos mais influentes guitarristas de todos os tempos, capaz de transmitir ao instrumento tudo o que ele realmente quer que seja executado, um As do Feeling.

David não era apenas dono de uma técnica perfeita, mas também um inovador no uso de efeitos sonoros na guitarra. Sua mistura indefectível de feeling e técnica, renderam alguns dos solos mais significativos da história do Rock. Recentemente, seu solo em "Comfortably Numb" foi considerado por um site especializado como sendo o melhor solo de guitarra de todos os tempos.

David possui, dentre muitas outras guitarras, uma das primeiras Fender Stratocaster fabricadas. Com número de série da primeira linha. Pelo bom uso de sua Fender, foi lançado pela marca em 2008 uma Stratocaster em sua homenagem, batizada de "Black Strat", na sua linha de guitarras "Artist Signature Series". O modelo recria em detalhes, uma Stratocaster preta com escudo negro que Gilmour há muitos anos utiliza.

Como colocar o gênio de Shine On Crazy Diamonds e outras perolas do Rock de fora de um Top Five?



David Gilmour - SOLO
(1978) About Face - (1984) On an Island - (2006) Live In Gdansk (2008) - Gilmour tocando na O2 Arena,Londres, 2011.

Pink Floyd
A Saucerful of Secrets (1968) - Music from the Film More (1969) - Ummagumma (1969) - Atom Heart Mother (1970) - Meddle (1971) - Obscured by Clouds (1972) - The Dark Side of the Moon (1973) - Wish You Were Here (1975) - Animals (1977) - The Wall (1979) - A Collection Of Great Dance Songs (1981) - The Final Cut (1983) - A Momentary Lapse of Reason (1987) - Delicate Sound Of Thunder (1988) - The Division Bell (1994) - PULSE (1995) - Is There Anybody Out There (2000) - Echoes (2001) - Metallic Spheres - (2010).


5º LUGAR- TOP 5 GUITARRISTAS


TOM MORELLO
Thomas Baptist Morello - 30/ 05/ 1964
Nova Iorque (USA)

Lembra quando eu disse que um desses caras acima seria o nome mais controverso da lista? Então... Eu me enganei, esse com certeza ira causar a fúria dos mais tradicionais, mas levando em consideração que a lista é minha e que tenho um grande apreço pelo inovador. Nada melhor do que colocar no top 5 um dos caras que simplesmente voltou a colocar a guitarra nos centro das atenções e ajudar a reescrever a história do rock, tão judiado nos dias de hoje.

Este abusado guitarrista não é apenas um mestre da distorção, mas ele revolucionou a maneira de tocar a guitarra moderna, utilizando equipamentos considerados simples, como os pedais Whammy e Wah-wah e guitarras muitas vezes customizadas por ele mesmo. Morello emulou sons de DJ, grupos de Hip-hop, rap e desenvolveu um estilo próprio, justamente quando todos acreditavam que já haviam feito de tudo com o instrumento.

Não é a toa que o som pesado, insinuante e politizado das guitarras de Morello não apenas derrubaram a bolsa de valores como no clipe da incendiária Sleep now in the fire, como influenciaram uma nova geração de guitarrista, estimulando a criação de novas sonoridades e no abuso de criatividade em seis cordas.

Quem nunca bateu cabeça com a brutal Bulls on parade tocada na despojada Fender Stratocaster Aerodyne, também conhecida como "Soul Power"(Poder da Alma)?



DISCOGRAFIA
Rage Against the Machine
Rage Against the Machine (1992) - Evil Empire (1996) - The Battle of Los Angeles (1999) - Renegades (2000)

AudioslaveAudioslave (2002) - Out of Exile (2005) - Revelations (2007)

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TOP 5 - A LISTA DE QUEM CONHECE

Convidei alguns amigos guitarristas a fazer um TOP 5, confira a lista de cada um:

Wesley Soares
Uma junção rara de técnica e estilo, tornou aquele ávido garoto em um heroi da guitarra, destilando uma variedade sonora de estilos que vão desde o Rock, Heavy Metal e Blues até a MPB, Bossa Nova e Jazz. 

Os estudos autodidatas e a variedade musical contribuiram para o desenvolvimento de uma técnica fundida por todos esses elementos, sendo o rock e o blues as cerejas deste bolo musical. 

Após anos de estudos solitários e bandas de garagem, foi necessária a busca por aperfeiçoamento e teoria harmônica com o mestre Celso Moreira (exímio guitarrista e violonista da capital mineira, ex-integrante e parceiro da banda de Milto Nascimento e outros músicos de nome da mesma cidade).
Conheça mais aqui.

Atualmente, integrante da banda Red Blues, o repertório, como sugere o nome é formado por clássicos do blues americano e nacional (Celso Blues Boy, Blues Etílicos, Nasi, entre outros menos conhecidos).
TOP 5
1 - Jimi Hendrix
2 - Jimmy Page (Led Zeppelin)
3 - Ritchie Blackmore (Deep Purple - Rainbow)
4 - Eric Clapton
5 - Stevie Ray Vaughan
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Milton Vanzant
Vanzant é o retrato do guitarrista inquieto e criativo. Sempre com um gravador nas mãos e ideias na cabeça, não deixa apagar por nenhum instante a centelha criativa que move suas mãos sobre 6 cordas.

Iniciou na musica aos 17 anos voltado para o metal pesado e o heavy metal. O divisor de "águas" foi Lynyrd Skynyrd com Free Bird. Essa sonoridade expandiu seus horizontes e ampliou seus limites musicais.

Passou por diversas bandas, do rockblues ao metal pesado. Também foi consultor em uma loja de instrumentos musicais e roadie de algumas bandas do cenário mineiro, aumentando ainda mais seus conhecimentos técnicos sobre a guitarra.

É como Vanzant costuma dizer "musica boa e ar, nao tem como viver sem".

TOP 5 
1-Eric clapton
2- Gary Moore
3- Allen collins (Lynyrd Skynyrd)
4- Dimebag darrell (Pantera)
5- Pepeu Gomes

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Evandro Sousa
Esse aspirante a engenheiro pode parecer apenas mais um cidadão pacato e ordeiro da nossa sociedade, mas quando está com uma guitarra nas mãos, é capaz de incendiar um palco na mesma proporção que traga um cigarro entre um assunto e outro.
Um filófoso moderno? Um profeta laico? Ou apenas um violonista clássico desafiando os profanos acordes do rock n´roll?

Atualmente é guitarrista da banda Conversor.


TOP 5 
1-Al Di Meola (Jazz Fusion)
2- Pat Metheny (Jazz Tradicional)
3- Robben Ford (Jazz-Blues)
4- Steve Rowe (Rock Progressivo) - Yes
5- Steve Ray Vaughan (Blues)

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Felipe Viana - Pulga
Músico amador, mas degustador profissional do bom e velho Rockn´roll. Nosso nobre amigo sifonáptero possui entre suas influencias o rock transgressor do começo dos anos 70 e a inquietude criativa dos novos comandantes da guitarra dos anos 90.

Essa mistura causticante esta muito bem representada na sua lista.



TOP 5 
1 - Jimmy Page (Led Zeppelin)
2 - Jimi Hendrix
3 - Tom Morello (Rage Against the Machine)
4 - John Butler (John Butler Trio)
5 - Mike Einziger (Incubus)


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Pessoal, eu sei que muita gente boa ficou de fora, então vamos deixar um salve aqui para Jeff Beck, Eric Clapton, Eddie Van Hallen, George Harrison, Keith Richards, Frank Zappa, Angus Young, Brian May, The Edge, Jonny Greenwood, Ritchie Blackmore, Slash, Jack White, Kurt Cobain, Joe Satriani, Steve Vai, Jhon Petrucci, Alex Lifeson, Alex Turner e... Pô, se eu esqueci de alguem, perdão, é muita gente.

Até a próxima!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

E SE O REAL FOSSE COMO O DÓLAR?

 Quem é na nota de dólar? 
- George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos.
E no Brasil?
- Manuel Deodoro da Fonseca, nasceu em Alagoas no dia 5 de Agosto de 1827 e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de agosto de 1892 aos 65 anos.
Foi presidente de 1889 à 1891.

Quem é na nota de dólar? 
- Tomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos.
E no Brasil?
- Prudente José de Moraes e Barros, nasceu em Itu no dia 4 de Outubro de 1841 e faleceu em Piracicaba no dia 3 ou 13 de Dezembro de 1902 aos 61 anos.
Foi presidente de 1894 à 1898.

Quem é na nota de dólar? 
- Abraham Lincoln, décimo sexto presidente dos Estados Unidos.
E no Brasil?
- Eurico Gaspar Dutra, nasceu em Cuiabá no dia 18 de maio de 1883 e faleceu no Rio de Janeiro, dia 11 de junho de 1974 com 91 anos.
Foi presidente de 1946 à 1951.

 
Quem é na nota de dólar? 
 - Alexander Hamilton, primeiro secretário do Tesouro Nacional.
E no Brasil?
- Andrea Sandro Calabi, nasceu no dia 18 de Setembro de 1945 e hoje tem 67 anos.
Foi secretário do Tesouro Nacional de 1986 à 1988.











Quem é na nota de dólar? 
 - Andrew Jackson, sétimo presidente dos Estados Unidos.
E no Brasil?
- Nilo Procópio Peçanha, nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 2 de Outubro de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 31 de Março de 1924, aos 56 anos.
Foi presidente de 1909 à 1910.

Quem é na nota de dólar? 
- Ulysses S. Grant, décimo oitavo presidente dos Estados Unidos.
E no Brasil?
- João Fernandes Campos Café Filho, nasceu em Extremoz, no dia 3 de Fevereiro de 1899 e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de Fevereiro de 1970 com 71 anos.
Foi presidente de 1954 à 1955.

Quem é na nota de dólar? 
- Benjamin Franklin, jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista estadunidense.
Foi um dos líderes da Revolução Americana, conhecido por suas citações e experiências com a eletricidade.
E no Brasil?
Como não temos alguém com tantas qualidades por aqui (que este editor conheça, claro), elegi um nome de grande relevância mundial para ‘concorrer’ com Benjamin Franklin.
- Alberto Santos Dumont, nasceu em Palmira, no dia 20 de Julho de 1873 e faleceu no Guarujá, no dia 23 de Julho de 1932, aos 59 anos.

O link completo no Jacare Banguela

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Não devemos respeitar crenças contrárias ao consenso científico", diz biólogo britânico

Por: RONALDO RIBEIRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, NA FILADÉLFIA (EUA) 

Fila dando volta no quarteirão. Parecia estreia de um filme de Hollywood

Tudo para ver a palestra de Richard Dawkins, 72, talvez o ateu mais famoso do mundo, biólogo, tipo raro de intelectual híbrido que se comunica bem com o grande público e com os eruditos dos centros de pesquisa de ponta

Dawkins alcançou notoriedade tanto nos círculos acadêmicos dos departamentos de biologia quanto no delicado debate público sobre o papel das religiões no mundo contemporâneo

Após a publicação do livro "O Gene Egoísta", Dawkins ganhou evidência na academia ao deslocar o foco dos estudos em biologia evolutiva dos grupos e organismos para o estudo dos genes.
Segundo o biólogo, quanto mais parecidas duas espécies, maior a tendência de se comportarem de forma cooperativa -o que explicaria em parte tendências altruístas entre seres geneticamente semelhantes.
Ironicamente, tais pendores altruístas viriam do chamado "egoísmo dos genes", uma tendência biológica das espécies de quererem espalhar seus genes.

Dawkins atingiu o grande público ao atacar a noção de um criador do cosmos onisciente e onipotente.
No livro "O Relojoeiro Cego", Dawkins argumenta que a suposta perfeição da natureza e o aparente design que se observa no mundo podem ser explicados, ainda que parcialmente, por meio da biologia evolutiva. 

Com "Deus, um delírio", o cientista britânico nascido em Nairobi (Quênia) se tornou best-seller, ao ampliar suas críticas às religiões em geral e defender que não há necessidade de se conhecer o pensamento religioso ou ter qualquer conexão com entidades divinas para se viver uma vida moralmente digna e eticamente responsável. 

Mais recentemente, o cientista tem se dedicado a viajar o mundo para debater com autoridades religiosas. Boa parte do material gravado abastece os diversos documentários dos quais o cientista participou. 

Figura polêmica, Dawkins tem provocado a admiração da comunidade leiga ao pregar o entusiasmo pelo pensamento livre e não dogmático; e também a ira de muitos líderes religiosos por sua crítica impiedosa ao criacionismo --tese que rejeita a evolução das espécies-- e, ao mesmo tempo, sua apologia do ateísmo. 

Apesar do pensamento sofisticado, agudo e ferino, Dawkins pareceu bastante afável, brincalhão e interessado nas ideias alheias.

Foi no dia seguinte à palestra de Dawkins para mais de 1.500 pessoas numa pequena sala sala da Universidade da Pensilvânia, no mês passado, que esse pop star do ateísmo no mundo concedeu à Folha a entrevista a seguir.

ENTREVISTA

Folha - Deus existe?
Richard Dawkins - Nós não sabemos se fadas existem. Nós não levamos a sério a existência do deus nórdico Thor, ou de Zeus, ou de Dionísio ou de Shiva.

Até que tenhamos sérias evidências de que algum deles existiu ou exista, não perdemos tempo com isso. Por que deveria ser diferente com o Deus cristão ou com o judeu ou com o muçulmano? 

Mesmo que alguém concorde com o que o sr. acaba de dizer, há milhares de fiéis pelo mundo. É possível explicar essa enorme propensão à fé? 

Há experimentos em psicologia infantil que demonstram que crianças, quando indagadas sobre a existência de uma pedra pontiaguda em um ambiente, preferem a explicação que tenha causa e consequência claras. 

Em outras palavras, preferem acreditar que a pedra é pontiaguda para que os animais daquele ambiente possam usá-la para se coçarem. 

Não aceitam que a pedra pontiaguda se formou a partir de processos geológicos e da erosão através do vento e da água. Talvez muitos dos fiéis de hoje ainda retenham esta atitude infantil ao pensarem sobre o mundo. 

Um outra hipótese é que a propensão à fé seja simplesmente um resquício do medo de se ficar só em um ambiente hostil. Nossos ancestrais viviam sob constante ameaça de serem atacados e mortos por animais selvagens. 

Pode ser que nossa necessidade de criar fantasmas e divindades que vão nos punir esteja conectada com esse traço evolutivo presente em nossos primórdios. 

O sr. diz que há uma tendência ao silêncio em relação às doutrinas religiosas dos outros, que as pessoas evitam debater sobre suas próprias crenças, e que esse fato é nocivo à sociedade. Não seria necessário simplesmente respeitar as diferentes crenças das pessoas?
 
Não devemos respeitar crenças que influenciam a vida de crianças e que vão contra conhecimento dado como consenso na comunidade científica. 

Uma coisa é uma pessoa dizer que acredita em Papai Noel e manter esta crença dentro de sua família -ainda que eu considere uma pena para os filhos. 

Quando algumas pessoas, contudo, começam a ensinar que a Terra tem apenas cerca de 10 mil anos, aí eu acho um absurdo e quero lutar contra isso. 

Um novo papa acaba de ser eleito. Ele é argentino. É possível dizer que isso representa um avanço em termos políticos da fé no mundo em desenvolvimento?
 
Se pensarmos que haverá uma menor centralização política daqueles que determinam o futuro da Igreja Católica, sim, sem dúvida. 

No Brasil, a Igreja Católica tem perdido fiéis para outras tradições protestantes. Alguns atribuem tal fenômeno à dinâmica dos rituais católicos, ainda bastante hierarquizados e tradicionais, se comparados às religiões protestantes. 

Não conheço bem o contexto brasileiro, mas é possível imaginar que a não participação ativa dos fiéis nas missas católicas é um dos fatores que provavelmente têm contribuído para tal queda. 

Explicando melhor, os rituais protestantes nos EUA são como shows, os participantes dançam, cantam, tocam instrumentos.

Suponho que no Brasil as missas ainda tenham um formato bastante tradicional e que provavelmente tenham pouco apelo social para conquistar seguidores jovens. 

Em sua obra, o sr. dá ênfase à possibilidade de qualquer um rejeitar crenças religiosas ou vivências espirituais e ainda assim ter uma vida plena e ética. Sem as religiões, onde é que encontraríamos códigos morais?
 
Suspeito que não encontramos regras morais nos ensinamentos religiosos. Se fosse esse o caso, nossa conduta moral não se alteraria praticamente a cada década. Seria estanque. 

Pense que até bem recentemente nós considerávamos a escravidão como algo normal e que também as mulheres não deveriam participar dos processos democráticos. 

E quanto ao que não conseguimos explicar? Não vem daí uma das "necessidades" da religião e da crença no "sobrenatural"?
 
Essa talvez seja uma das explicações que mais me aborrecem para se crer em uma deidade. 

Eu gostaria que as pessoas não fossem preguiçosas, covardes e derrotistas o suficiente para dizer: "Eu não consigo explicar, portanto isso deve ser algo sobrenatural". A resposta mais correta e corajosa seria a seguinte: "Eu não sei ainda, mas estou trabalhando para saber". 

Acabam de ser divulgados os primeiros resultados das pesquisas sobre índices de felicidade idealizados pelo governo do primeiro-ministro britânico, David Cameron. O sr. já investigou a relação entre religiosidade e felicidade?
 
Não vi os resultados ainda. Quanto à relação entre religiosidade e felicidade, ainda que eu não tenha estudado o assunto, é possível prever que tal correlação é mais um mito do que um fato.
Os países que apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e, em tese, uma melhor condição para a existência da felicidade, são países com o maior número de ateus do mundo.
Seus cidadãos encontram bem-estar, alegria e consolo nas possibilidades sociais, culturais e intelectuais concretamente disponíveis em seus países, não em entes divinos.


terça-feira, 19 de março de 2013

Maconha é má?


Mais um vídeo do canal  Revolução2.0.

O canal criou uma obra colaborativa para expressar seu ponto de vista sobre o uso de drogas, tendo como base a maconha.

O vídeo convida a todos para uma reflexão e incentiva uma discussão aberta e honesta sobre um assunto cada vez mais presente na sociedade, mas que é tratado ainda como um tabu.

Confira:

sábado, 16 de março de 2013

Van Basten o "holandês voador".




Sei o que você deve estar pensando. Quando o assunto é futebol o Rapadura se deixa levar pela cor laranja da sua logo e só da Holanda na parada.

Não é bem assim, confesso que sou fã do futebol holandês, na minha humilde opinião o país europeu que mais geraram jogadores com aquela velha magia nos pés.

Coincidências a parte, quem da minha geração, nos finais dos anos 80 e começo dos anos 90 nunca se sentou na sala num domingo à tarde com um belo prato de macarronada nas mãos e acompanhou o fantástico campeonato italiano, na companhia de Silvio Luis e Silvio Lancellotti?

Acompanhando mais especificamente o Milan e seu trio neerlandês formado pelos incríveis Rijkaard - Van Basten - Gullit?

Então, apesar de ser um fã confesso do baixinho Romário (melhor atacante que vi jogar), quando o assunto era a camisa 9, o ofício de centroavante com todo o significado que requer esta palavra, a preferência deste humilde blogueiro recai sobre o “holandês voador” Marco Van Basten, que assim como seu conterrâneo Johan Cruijff e o francês Michel Platini, conquistou 3 bolas de ouro como melhor jogador do futebol europeu.

Poderia ter ido ainda mais longe se não fosse as seguidas lesões. Seus tornozelos infelizmente estavam acabados, vítimas de tantos anos de pancadas e de cirurgias infelizes. Um torcedor chegou a lhe oferecer a própria cartilagem do tornozelo. A melhor solução, o implante de uma prótese, já o impediria de caminhar normalmente. No desespero, Van Basten tentou, sem solução, até utilizar curandeiros. Mas não teve jeito, o gênio pendurou as chuteiras precocemente com apenas 28 anos.

Veja alguns dos incríveis gols de Van Basten:

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Conheça mais sobre Van Basten e seus feitos aqui.